Relatório Mensal de Investimentos

Em abril, os mercados americanos se recuperaram após o período de correção e voltaram a renovar máximas históricas. O S&P 500 avançou 10,42%, encerrando o mês aos 7.209 pontos, enquanto o Nasdaq-100 subiu 15,64%, impulsionado pela retomada das empresas de tecnologia. Já o Russell 2000 registrou alta de 14,66% no período.

Na reunião de 29 de abril — a última sob a liderança de Jerome Powell — o Fed manteve a taxa básica no intervalo de 3,50% a 3,75%, conforme amplamente esperado. A decisão, no entanto, foi dividida (8 votos a 4): um membro defendeu um corte de juros, enquanto três se posicionaram contra qualquer sinalização de flexibilização monetária à frente. Nesse contexto, o Treasury de 10 anos fechou o mês em 4,40%, representando uma abertura de 10 pontos-base.

No Brasil, o Ibovespa chegou a se aproximar dos 200 mil pontos, mas perdeu fôlego a partir da metade do mês, pressionado pela saída de capital estrangeiro. Com isso, encerrou abril praticamente estável, com leve queda de 0,08%, aos 187.318 pontos. Apesar desse movimento, o real se valorizou no período, com o dólar recuando 4,42%.

No campo da política monetária, o Copom promoveu novo corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, levando os juros básicos a 14,50% ao ano. Em seu comunicado, o Banco Central revisou o modelo de projeção de inflação, incorporando custos mais elevados de combustíveis. Essa mudança levou os agentes de mercado a ajustar suas expectativas para a Selic terminal, reduzindo a magnitude do ciclo de afrouxamento.

Na renda fixa, os índices de títulos públicos IRF-M, IMA-B 5 e IMA-B superaram o CDI (1,09%), com retornos de 1,24%, 1,32% e 1,81%, respectivamente. No segmento de crédito privado, mesmo diante de um noticiário mais desafiador, o IDA-DI também apresentou desempenho superior ao CDI, com alta de 1,23% (113% do CDI). Já os fundos multimercados, representados pelo IHFA, registraram um bom desempenho, com valorização de 2,05% (188% do CDI), recuperando parte das perdas observadas no mês anterior.

Rentabilidade do Plano

Abril: 1,19% (109,55% do CDI)
Março: – 0,31%
Fevereiro: 1,02% (102,36% do CDI)
Janeiro: 1,77% (152,32% do CDI)

Acumulado ano: 3,72% (81,83% do CDI)

12 meses: 14,32% (96,61% do CDI)
24 meses: 27,30% (97,58% do CDI)
36 meses: 41,67% (95,24% do CDI)