Relatório Mensal de Investimentos

O mês de novembro foi marcado novamente pela volatilidade dos mercados doméstico e global. O que inicialmente parecia ser um mês de recuperação para os ativos locais, no final se tornou, ou travez, um ambiente de aversão a risco por parte dos agentes do mercado.

No cenário internacional, a boa perspectiva de crescimento das economias desenvolvidas, que impulsionaram as bolsas internacionais no começo do mês, foram ofuscadas por uma série de eventos. Na zona do Euro, a alta da inflação, que atingiu um patamar recorde de 4,9%a.a., trouxe uma preocupação maior quanto ao tema, em especial, com relação a atuação do banco central Europeu e a continuação do programa de estímulos da região.

Na China foram divulgados dados de atividade mais fraca, projetando-se um crescimento menor do país, reflexo da crise de energia, interrupções na cadeia de abastecimento e agravamento dos problemas de dívida no setor imobiliário. Já nos EUA, o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, afirmando que o Fed utilizará todas as ferramentas necessárias para lidar com essa pressão inflacionária, sinalizou que pode haver uma aceleração na retirada dos estímulos fiscais, e possível início da alta das taxas de juros já em 2022.

A posição do Banco Central americano colocou pressão no S&P que fechou novembro em ligeira queda de 0,83%. Ainda no cenário global, a preocupação com uma nova cepa do coronavírus (Ômicron) adicionou grande volatilidade em todos os mercados no final do mês.

No mercado doméstico, as preocupações pelo lado político com foco nas discussões sobre a PEC dos Precatórios e possíveis riscos fiscais que possam ser gerados, continuaram a impactar na dinâmica dos preços dos ativos. As contínuas revisões altistas para o nível de inflação, e a consequente, postura mais “hawkish” do Banco Central na condução da política monetária, associada às revisões negativas para o PIB, também contribuíram para uma maior volatilidade do mercado.

Com relação ao desempenho dos ativos, o movimento da curva de juros futuro apresentou leve fechamento, beneficiando os índices IRF-M que fechou o mês positivo em 1,79% e o IMA-B que subiu 3,47%. O carrego dos ativos pós fixados também continua a apresentar um bom desempenho, o IDA-DI (índice da Anbima que mede o desempenho dos ativos de crédito privado emitidos em CDI) valorizou 0,65% no mês, em termos relativos é aproximadamente 110% do CDI.

Já o índice Bovespa, teve pelo quinto mês seguido, um desempenho negativo e fechou novembro caindo 1,53%, e já acumula queda de 15,33% no ano. Um dos setores mais afetados foi de Consumo, afetada pela perda do poder de compra da população, em função da alta da inflação. Com relação aos ativos internacionais, o dólar se desvalorizou 0,33% cotado a R$5,61, o índice MSCIAll Countries (ACWI) caiu 2,31%, o S&P fechou em ligeira queda de 0,83% e as treasuries tiveram queda no yield fechando em1,42% a.a.

Rentabilidade do Plano

Novembro: 0,21%
Outubro: -1,13%
Setembro: -0,17%
Agosto: -0,20%
Julho: -0,56%
Junho: 0,64% ( 205,18 do CDI )
Maio: 0,97% ( 357,91 do CDI )
Abril: 1,06% ( 105,29 do CDI )
Março: 0,60% ( 298,17 do CDI )
Fevereiro: -0,10%
Janeiro: -0,44%

Acumulado ano: 0,84%

12 meses: 3,55%
24 meses: 6,46%
36 meses: 17,03%