O mês de junho foi marcado pela trégua entre Estados Unidos, Irã e Israel, além do início das negociações de um acordo de paz, fatores que contribuíram para o encerramento das hostilidades e para a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, o S&P 500 recuou 1,06%, encerrando o mês aos 7.499 pontos, enquanto o Nasdaq-100 registrou queda de 0,19%. Em contrapartida, o Russell 2000 avançou 3,51%, sinalizando uma rotação das empresas de tecnologia para empresas small caps. Outro destaque do período foi o IPO da SpaceX, considerado o maior da história.
Na reunião de 17 de junho — a primeira sob a liderança de Kevin Warsh — o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros inalterada, em linha com as expectativas do mercado. No entanto, a autoridade monetária adotou um discurso significativamente mais rígido (hawkish) em relação ao controle da inflação. Como consequência, os agentes econômicos revisaram para cima as expectativas para a trajetória dos juros, refletindo a possibilidade de elevações da taxa básica. Esse movimento provocou uma abertura das taxas de juros ao longo da curva, especialmente nos vencimentos curtos e médios.
No Brasil, o Ibovespa seguiu pressionado pela saída de capital estrangeiro e encerrou junho com queda de 1,01%, aos 172.024 pontos. Em paralelo a este movimento, o real se depreciou no período, com o dólar avançando 2,37%.
No campo da política monetária, o Copom promoveu um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando os juros básicos a 14,25% ao ano. Apesar das preocupações persistentes com as pressões inflacionárias, o Banco Central adotou um tom mais brando (dovish) em seu comunicado, o que elevou a desconfiança do mercado em relação ao cumprimento da meta, contribuindo para uma maior volatilidade na curva de juros.
Na renda fixa, os índices de títulos públicos IRF-M, IMA-B 5 e IMA-B apresentaram desempenho inferior ao CDI (1,12%), com retornos de 0,69%, 0,22% e -1,04%, respectivamente. Por outro lado, o segmento de crédito privado registrou mais um mês de recuperação, com o IDA-DI superando o CDI ao avançar 1,23% (110% do CDI). Por fim, os fundos multimercados, representados pelo IHFA, encontraram dificuldades para superar o CDI no período, registrando valorização de 0,51% (46% do CDI).
Comparativo: rentabilidade x meta atuarial

