No exterior, o foco esteve voltado para a condução da política monetária americana e para uma forte correção no setor de tecnologia. Nesse contexto, o S&P 500 recuou 0,13%, encerrando o mês aos 7.490 pontos, enquanto o Nasdaq-100 registrou expressiva queda de 6,61%. Esse movimento negativo nos índices reflete um movimento de realização de lucros e uma postura mais cautelosa dos investidores em relação às Big Techs, que sofreram intensa reprecificação diante de preocupações sobre o ritmo futuro de crescimento e valuation esticado da inteligência artificial. Acompanhando esse movimento mais avesso ao risco em segmentos de crescimento, o índice Russell 2000 Growth também recuou 5,88%.
Na reunião de julho, o FED manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. A decisão, embora esperada, revelou uma forte divisão no comitê, com três dirigentes votando a favor de uma alta nos juros, e foi acompanhada de um discurso mais hawkish do presidente Kevin Warsh, onde reiterou o compromisso absoluto da instituição com a estabilidade de preços, não fornecendo sinalizações sobre flexibilizações em setembro. Como consequência, vimos uma reprecificação nas taxas, o que provocou uma abertura de juros americanos nos vértices mais longos, fator que também contribuiu para penalizar os ativos de tecnologia.
No Brasil, contudo, o cenário foi mais positivo e descolado do mau humor externo. A bolsa local foi impactada pela expressiva alta das ações da Petrobras, movimento fomentado pela valorização internacional do petróleo em meio à continuação da guerra no Oriente Médio somado à divulgação de um IPCA-15 abaixo das expectativas, o Ibovespa encerrou julho com alta de 3,47%. Em paralelo a este movimento otimista, o real se apreciou no período, com o dólar comercial recuando 1,84%.
No campo da política monetária doméstica, os dados benignos de inflação corrente consolidaram a visão de um cenário macroeconômico mais favorável. Sem reunião do Copom no mês, os agentes financeiros passaram a precificar com maior convicção um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic para o encontro do início de agosto, projetando a ida dos juros básicos para 14% ao ano. Esse ambiente de menor pressão inflacionária limitou a volatilidade e beneficiou o fechamento da curva de juros no Brasil.
Na renda fixa, os índices de títulos públicos apresentaram desempenho dispares no mês, com o IRF-M, o IMA-B 5 e o IMA-B 5+ registrando retornos positivos de 0,85%, 1,24% e 0,75%, respectivamente, contra um retorno de 1,22% do CDI. O segmento de crédito privado manteve seu viés de alta, registrando mais um mês de avanço com o IDA-DI subindo 1,43%. Por fim, diferentemente das demais classes de ativos locais, os fundos multimercados, representados pelo IHFA, encontraram dificuldades no período e registraram leve desvalorização de 0,19%.
Comparativo Rentabilidade e Meta Atuarial

